A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2108/24, que permite a inscrição, nos cadastros de adoção, de famílias acolhedoras e daqueles que atuam como padrinhos e madrinhas conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) . O texto, do deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), foi aprovado no dia 9 de julho.
O acolhimento familiar é uma medida de proteção para crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente de sua família de origem. Já o apadrinhamento tem o objetivo de criar vínculos afetivos e oferecer suporte a crianças e adolescentes que vivem em instituições. Hoje, nem padrinhos nem famílias acolhedoras podem se habilitar para adotar.
Parecer favorável
A proposta foi aprovada por recomendação da relatora, deputada Chris Tonietto (PL-RJ). “Não é razoável excluir da possibilidade de adoção os padrinhos e madrinhas que já possuem relações de afeto e de responsabilidade com os menores apadrinhados”, afirmou.
Sobre a remoção da restrição às famílias acolhedoras, a deputada disse que a medida também facilita uma transição mais natural e menos traumática para a adoção definitiva. “O acolhimento familiar oferece um ambiente mais próximo da configuração familiar convencional, o que favorece o desenvolvimento emocional e social da criança ou adolescente”, destacou.
Projeto apensado
Na mesma votação, foi rejeitado o Projeto de Lei 3656/23 , do deputado Leo Prates (PDT-BA), que tramita em conjunto e garante à família cadastrada em programa de acolhimento familiar prioridade na adoção de criança ou adolescente que esteja sob sua guarda.
Chris Tonietto avaliou que, ao simplesmente priorizar a família acolhedora, o projeto pode enfraquecer o Sistema Nacional de Adoção.
“A proposição pode ainda levar à desnaturalização do instituto do acolhimento familiar, que desempenha papel essencial em diversas situações que não necessariamente conduzem à adoção — como nos casos de reintegração à família de origem”, afirmou. “O risco é de que o acolhimento passe a ser percebido como um atalho para preferência na adoção”, ressaltou a deputada.
Próximos passos
O PL 2108/24 tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.
Câmara Comissão aprova projeto que proíbe progressão de pena para condenados por crimes hediondos
Câmara Comissão aprova inclusão dos catadores de caranguejo no seguro-defeso
Câmara Medida provisória prevê aumento maior que a inflação em salário de professor da rede pública
Câmara Projeto modifica regras para concessão de liberdade provisória na audiência de custódia
Câmara Comissão aprova previsão de IPTU menor para imóveis que façam reúso de água
Câmara Comissão aprova carga mínima de três horas por semana para educação física nas escolas Mín. 21° Máx. 36°
Mín. 21° Máx. 35°
Tempo nubladoMín. 20° Máx. 34°
Tempo nublado

Empresa Parceira Empresas Parceiras Destaque MS
Esporte Regional XXIII Copa da Amizade em Dourados: 12 Equipes Disputam Título a Partir de 9 de Fevereiro
Eventos Locais Matogrosso & Mathias Prometem Show Imperdível em Dourados Neste Sábado
Cenário Político Governo de MS Lança Novo Edital para Concessão da 'Rota da Celulose' com Investimentos de R$ 10 Bilhões 

